quarta-feira, 8 de abril de 2020

ação na craco + coronavirus


tava proseano com uma amiga agora a poco, lembrando os neurônio de comé que se encontra, e terminei brincando .. falando que o vírus ta fazendo nóis ficar inda mais esquisito.

tamarrumano umas esquisitice absurda, mai é importante lembrar que tem muito trem calculado atravessando nosso cotidiano .. nem tudo é novidade. a maldade do homi já tirô até cpf. tá mais instituída do que nunca ..

a ultima da vez foi a ideia de jerico do dória e do covas de em pleno surto do coronavírus seguir com o projeto de limpar a cracolândia, entuxando a turma da rua helvetia, socando geral num busão e numas kombi e dando o último golpe: fechando o único serviço de saúde disponível pra eles.

e é claro que isso num ia pa frente.
os cara tem mais nem a elegância de ser discreto.
fechô, mai vai abrir de novo. e se fechar, nois faz abrir de novo porque num é a caneta deles que tem que escoiê o local de cuidado. se a população que tá na rua encontrou algum significado naquele território é a partir dali que o cuidado se constrói. num tem espaço pa otra equação. e ponto, mai ranei .. chora no canto porque sei que o sono cê num perde.

e isso tudo num é culpa de vírus nenhum não. é o homi que opera na malineza.
enquanto ficamo trancafiado baixando aplicativo, eles seguem com o plano de extermínio da população em situação de rua .. num sei se aprenderam com o silvio santos, mai enquanto nois tá aqui entretido com dinheiro eles seguem com outros projetos. sempre dá pa tirar alguém do jogo.

a sorte é que inda encontra gente com rabo preso que num leva as coisa até as ultima consequência.
por isso o plano daqui pa frente tem que ser de acabá com a ideia de sorte. num tem que existir sorte nessa disputa.
depender de juiz bãozim umas hora dessa de 2020?
nois qué vê é a osadia do direito em ação ..

e seguimos pensando ..

zuba

quarta-feira, 18 de março de 2020

corona virus e residencia inclusiva


o coronguinha tá causando um rebuliço danado ..

na prática profissional, cenas que nem parecem ser do memo mundo da semana passada.

ontem no finzim da tarde, uma pequena reunião se formou em frente ao portão da residência inclusiva. três jovens com deficiência intelectual me param, querem dar rolê: namorar, colar numa festa e trocar ideia com os parça.

é o tal do trabaio dando certo.

mas aí vem o novo e surpreendente desafio. desta vez colocado não por pessoas, mas por um vírus: dar um jeito de explicar que tem um trem invisível que tá comeno o coro aí no ar e que, além de barrar os encosto, beijo e abraço (tão cotidianos), ainda limita os passo do pé, especialmente por morarem em casa compartilhada com outras pessoas que são também grupo de risco.

como fazer isso não parecer mais uma desculpa criada pra confinar e docilizar os seus corpos?

well, daí a missão e buscar dar algum sentido a isso que parece ter sentido nenhum até memo pa nois: ilustraçoes, filmes, séries, experimentos, rodas de conversa, olho no olho ..

e é muito importante fazer sentido. especialmente em contextos de cuidado a pessoas que historicamente foram restritas a instituições e a espaços domésticos. é fundamental que um cara que viveu 40 anos trancado e que só nos últimos meses começou a ter acesso ao seu direito à cidade, saiba que num tá sendo boicotado e que a vida é também isso que acontece nesses intervalos.

momento riquíssimo de construção e de resignificação dos cuidados possíveis ..

e, claro, seguimos. há muita coisa acontecendo pela cidade ..

zuba


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

trampo nosso de cada dia .. os absurdos do SUAS


eu acho é graça ..

é preciso memo estar atento e forte.

uma das partes mais legais de trampar no suas, o sistema único da assistência social, é que nois acaba acessando de camarote alguns posicionamentos de profissionais nesse setor que de algum modo reverberam nas discussões dentro de equipes do sus, o sistema único de saúde.
pra quem num sabe geralmente rola umas treta muito mal resolvida entre os serviços da assistência e da saúde. mai o que posso dizer é que de fato a assistência num tem ajudado muito, e confesso que nesse ponto gostaria de estar enganada.

hoje foi dia de passar uns nervoso, e num foi nem comigo.

numa discussão de caso duma jovem com uso abusivo de alcool e outras drogas que será acolhida no serviço que eu trampo, a fala ((exaltada)) de uma das supervisoras da assistência social é que não é papel nosso, da assistência, bancar práticas de redução de danos, devendo ser este um compromisso assumido unicamente pela saúde. salientando, ainda, que seria "paternalismo" pensar em estratégias para reduzir a exposição frente ao uso, que é um dado da realidade, e que nosso role deveria ser conscientizar a jovem sobre o tanto que nosso serviço é daora e como ela perderia indo usar umas droga lá na cracolândia.

fia, fia, fia.. eu conto ou oceis contam?

noutras palavras .. abstinência.
mais uma evasão, menos uma rede de suporte possível.

mas o ponto é: por quê?
há, sim, limites entre as políticas que orientam o suas e as que orientam o sus, e de fato devem haver, pois as políticas devem ser complementares. mas cuidado deve ser cuidado em qualquer norma técnica, não havendo distinção na conceituação.

o memo rolê do trabalho em rede, emancipação social, autonomia e garantia de direitos que aparece na política de saúde também aparece na da assistência.

e pra mim, uma política que limita práticas de cuidado é, na maió, um desserviço total.
é boicote, miragem, ilusão, ingenuidade. tudo aquilo que existe pa num fazer existir.

quem deve dar o tom ao serviço é o usuário, e nunca o contrário.

ainda pensando porque tem muita coisa pa pensar ..

zuba

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

2018 mai vale pra 2019 tbm


fi de deus, falta dez dia pa nois mandá issaqui pas ota orde.
um anim que mostrô comé que essa tal de terra é memo muito maleducada.

maltrata cabeça, as costa, as tal da inteligença, as perna, os zói, os braço, prejudica os abraço, o coração. dá proagro é no kit completo. no fim das conta, de gente memo acaba que sobra é muito poco.

mai eu confio nos meu maideum.
se purum lado nóis fica é tudo destruído nos óbvio, porôtro vejo que se a terra é braba, nóis é indignado e acaba rumano jeito.

num é otimismo porque issaí eu já bandonei tem mais de ano, esses trem de ser otimista num cumbina cas dez hora do dia e nem da noite.
é trabaiá co concreto. tem coisa demais acontecendo, meu fi.

tava aqui pensano ..

oto dia participano dum rolê com pessoas em situação de rua, uma delas disse que as resistência já tem que ser otra. que nóis têm a necessidade de ser criativo pa resistir porque as formas conhecidas de resistência são combatidas com violência.

eu oiei pa ele e falei.. homi! e num é que ocê tá memo todo trabaiado nas verdade?

e é memo .. só que criar é voltar pro que um dia foi da gente.

num tem jeito, uma hora nois vai tem que voltar pa conseguir ser agora. nem que seja pa voltá a ter esperança, voltar a achar bão. voltá a querê. voltá a gostar. voltá a tentar qualquer coisa.
um camim que é mei dificil porque voltar machuca, mai também ajuda a lembrar.

e eu acho que um dos nosso maió mal é a falta de lembrar das coisa acontecida.
eu num sei oceis, mai eu quando num lembro dos trem acabo fazendo cachorro virar rotivailer. uns trem nada justo.

e eu falo tudo isso usano regra do corpo.
nois ficô desse tamanho foi depois de sair do pequeno.
antes de ganhá cabelo, nois era tudo careca e cabia na barriga. é muita história nesses metro de gente.

percebi que voltar nada mais é do que acabá veno como nois tem umas mania arrumadinha de continuar .. uns trem que no fundo combina cas graça de qualqué revolução ..

zuba

sábado, 23 de novembro de 2019

lembranças de setembro de 2017 - ou um dos meus verso preferido


em estado de descoberta, me vi sozinha nas duidice do avião. em mei a umas curva cheia de física, número e cálculo, cheguei a conclusão que um trem que deu tanto trabai pra ser inventado num ia despindurar do céu na maió das facilidades. mas comé memo que esse bicho chei de menina que come paçoca e bolacha trakinas fica grudado nas gravidade? num sei que que oceis avalia disso, mas pra mim isso tudo foge das ciência dos bão comportamento da terra.
.
parece que no céu tudo vira avesso ..
.
oiava prum lado, rumava pra outro e só conseguia pensar no tanto de mar que conjunta o mundo. horas de quilometro de azul, quilometros de hora que num passava .. tentava raciocinar quantos predio eu ia precisar um ni riba do oto pra chegar naquela altura toda, mas aí quando percebia que eu tava longe memo de qualqué esboço de superfície dava logo um jeito de cutucar otras vias .. daqui pra la tem mais dali? é, meu fi, só vendo pra ver.
chegando no marrocos vi uns trem interessante, mas minhas primeira conexão sinaptica gritavam que eu tava nos faruei da terra. longe. longe pra dedeu. lá onde nem a jade chegou. em mei a tanta distância, pra aproximar foi só memo a musica, essa é danada .. ela sempre junta nas vontade de dançar. ô diá de som bão é o desse povo dos marroco. num entendia um segundo de letra, mas logo percebi que isso tudo nada mais era que aviso raro de mudança, mai conhecido também como os invisivo do coraçao, diagnóstico duns trem que opera no instinto da gente causando piripoco nos muito, microscopia dos macroscópico e revolução dos dentro de fora.
agora, se oce num ta entendendo nada, imagine minha vó que acabou de me ligar e viu que nem o relógio é mais os memo?
sol e lua no memo céu e oceis inda acha que o bicho é pequeno .. bobé nois!
bas noite proceis tudo!!

zuba.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

em defesa do sus


o sus a que me refiro é exatamente o memo do seu. sus é um só, mas com diversas realidades e perspectivas ..

a ideia que me entra na mente é o do direito à saúde. o sus tem sido há décadas a política que legitima isso, sendo um sistema que tá todim organizado pensando em num dá brecha pa qualquer pessoa ficar doente em solo brasileiro sem nois sabê.

o sus tá em várias frente, em vários nivel de atenção, enraizado em diversos programas, projetos, políticas, portarias. o sus é complexo dum jeito bonito, produz redes, é osado desde o dia em que bateu no peito e falô que vai sê integral, universal e trabaiá nas base da equidade que é pa todo mundo ficá legal e num tirá um centavo do bolso nas hora da saúde. e desde então as equipes que participam do sistema unico de saúde têm desenvolvido trabaios extremamente necessários em diferentes equipamentos e contextos do território brasileiro.

aqui em casa é tudo sus. meu pai nos auge dos 50 apareceu um dia com um tumor no cérebro, um trem gigante lá nos miolo doido que foi verificado, diagnosticado, arrancado, acompanhado e medicado pelos últimos anos por profissionais do sus. se nois fosse bancá esse rolê nois num ia bancá esse rolê, já tava era entregue há muito tempo, causando rebuliço em mais uma famia brasileira.

e o memo nos meu basicão .. acompanhamento periódico em saúde, dando umas garibada nos hormonio, oiando as tal das glicose, dos colesterol, as imunidade, dando uma atenção nas intimidade. às vezes três, quatro, cinco, seis meses de espera, mas sempre nos oraite e reclamando quando vejo negarem cadastrar pessoas que vivem em ocupações, e que por isso não têm comprovante de residência, ou questionando porque faltô remédio. participando do que me permite participar da vida.
num é só romance, love story, alton ellis e tchutchutchu, sus tem várias treta, mas é papo reto. os cara que tão no poder tão desfinanciando o sistema e num tem nem politicamente correto. congelam os gastos com o sus e passam pano pras empresas privadas de saúde, deixando pa lá esses trem pequenininho de imposto.

essa semana num foi nem comigo, mai mexeu cos meu zói.
no meu trampo, fazendo visita a uma casa em campo limpo, com um quarto escuro, cozinha e banheiro, conheci dois irmãos usuários do sus com deficiência intelectual e que vivem sozinhos naqueles poco metro.
o logali num existe. viver é ver televisão e esperar acabá a fatima bernandes pa ganha comida num pote e comê ca mão. 
abre a geladeira e tem uma garrafa dagua. arreganha os armário e tem 5 pães duro de ontem. os lençol tudo sujo, as roupa que tem é a do corpo e quando tá nas hora eles lava lá na pia da cozinha memo.

mai fora todos os visivo do desarrumado, a emoção vem com a morte da mãe, já idosa, que saiu da terra tem nem 6 dias, jogano no rosto e nos arrepi dos corpo tudo é que pode tê nome de saudade.
quem acompanha os irmãos há 5 anos é uma equipe de apoio à pessoa com deficiência do sus, que lança um trampo sensível de suporte ao cotidiano dos dois, pensando em estratégias para que a vida ganhe algum sentido em dias que começam e terminam cos bão dia e cos boa noite da televisão.
foi essa equipe do sus que se apegô no trabai em rede e chegou até nois, serviço da assistência social que em breve irá acolhê-los num equipamento específico para pessoas com deficiência e pareado cas ideia da emancipação, autonomia, independência e participação social dessa galera.
quando nois conta da nova casa, das possibilidade, das atividade, os irmão inaugura sorriso.
o que fala, diz que tem vontade de conhecê o zoológico e compartilha que o único passei que fez em 43 anos de vida foi ao cinema, e só porque a equipe do sus que tá sempre ali na parceria foi junto com eles.

o que num diz nada ca boca, avisa cos zói .. uns zói preto que bria firme nos momento de qualqué novidade, quereno pa hoje todos os ontem que ele num viveu.

e é assim que o sus funciona, entrano onde ninguém topa entrar.

e é por isso que eu e mais uma pá de galera defende e luta pelo sus todos os dias.
as curva da vida dobra mai fundo que nois pode imaginar ..
dizer que sus é só pra pobre e que tá pra lá de marraqueche, dando só preju, é ser egoísta nuns nível 10.
os trem nunca começa e termina só na gente ..
defenda!

________________

boa tarde, brasil!

chegamos na sexta-feira cobertos das maió treta até o pescoço .. 

o novo modelo de financiamento da atenção primaria já deu o tom: que se dane quem num chega aos serviços de saúde. se num recebeu atendimento é porque num foi atrás. o repasse de verba vai só pa quem tá cadastrado! eles que lutem ..

desmonte da estratégia saúde da família e relativização do nasf, o núcleo ampliado de saúde da família, equipe top que contribui pa dedeu com as estratégias de cuidado na atenção básica, dando um upgrade nos processos de saúde e doença com uma parceria interprofissional de dá inveja em qualquer doutor consulta, tudo isso de graça para o povo brasileiro, inclusive com visitas domiciliares e acompanhamento em atividades pelo território.

acabô, jessica?
nacabô, não!
vamo ver que que vai sobrar do sus porque todo dia é uma novidade .. mas uma coisa é certa: tem muita gente nas ideia!

defenda e participe do sus porque o trem tá fei!

<< zuba >>

sábado, 2 de novembro de 2019

desabafo


que bosta ..

zuba