sexta-feira, 28 de abril de 2017

dia 28 - greve geral


o cenário é complexo. as relações são complexas. o sistema é único. dividido em opressor e oprimido. os opressores precisam da manutenção do estado dos oprimidos para que a própria vida siga confortável. os oprimidos nem sempre chegam a essa consciência. quando chegam, e finalmente articulam meios de agir sobre a realidade opressora, se deparam com a previsibilidade dos opressores, que respondem com vistas a manterem-se intactos em seus privilégios, minando qualquer possibilidade de subversão da ordem que os beneficia individualmente.

substitua por opressor qualquer pessoa, profissional ou instituição que faça ocê se sentir um ser em completa falta, impotente, ignorante, incapaz, limitado, em dívida, errado ou qualquer outro adjetivo que te coloque em posição de desvalor e veja como toda reação a esse modelo de existência não deve ser calada e deslegitimada.

por quê só alguns podem ter uma vida?

vendo alguns comentários chego a conclusão de que a gente tem é que mandar uma carta pros astronauta pisarem no frei lá em cima até a terra parar de girar e aí sim começarmos tudo de novo porque parece que a cada rotação a gente tá ficando é mais tonto.. oxe, dô conta dum trem dês?

bjim e bora de greve!!

zuba

quarta-feira, 1 de março de 2017

juntando uns trem perdido

- a natureza e seus currículo

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- destino, 
me entregue
me coloque no dentro
me tire a certeza
e me admire nas ignorâncias que pisco
pois no fim
será nós
o eu que não sabe
quase nao se vê
mas que se sente.
zuba

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- somos todo o tempo que levamos

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- 16 fatos sobre mim:
1. meu apelido num é zuba, é zubadora
2. num sô de sampa, sô de minas
3. já morei na zona rural e quando sampa me prejudica os sentidos me apego nas lembranças na roça .. é um jeitim de voltar pra minha verdade
4. tenho um problema de visão sem perspectiva de cura. quase num enxergo do zói esquerdo, o zói direito é que salva as visage
5. por conta do fato anterior, tenho valorizado cada vez mais todos os meus sentidos .. é um aprendizado constante e venho descobrindo uns trem muito chique!!
6. ja tive um galo que num enxergava, era o jose frank
7. quando eu era menor eu assinava "faa" no final de meu nome. "faa" era uma sigla que me deixava muito confortavel, pois juntava tudo o que era (e segue sendo) mais importante pra mim, num ficava ninguem de fora! familia, animais e amigos, sempre juntim!
8. embora eu seja timida, num ligo de sair sozinha .. na real, são raras as vezes em que saio acompanhada! e eu conheço tanta gente maraviosa nessas andanças ..
9. eu sou tia duma estrelinha. em 2016 tive o privilegio de ninar o céu em meus braços .. um recado da vida diante de meu zoi. luna me miorou muito. inda que por pouco tempo, deixou seu gostim na vida de todos nós e sou muito agradecida por ter conhecido esse amor
10. pareço séria (e inté que sô), mas em casa sou eu quem toco o terror
11. talvez eu suma um dia, mas ceis vao tá tudo em meu coraçao
12. faço e falo muita coisa sem pensar .. é um exercicio diario tentar equilibrar essa balança e me consome muita energia essas tentativa de num bagunçar a vida
13. eu sou boba na maior parte do tempo .. acho que minha inteligência num mora na cabeça. tem hora que faz falta, mas meu sorriso dificilmente seria o mesmo
14. meu primeiro cachorro se chamava nastrômagário e ele me acompanhava ate a escola .. teve uma vez que ele entrou na sala e ficou sentado ao meu lado .. é nas miudeza que a gente se encontra, amoce, nastrô!
15. nunca tive whatsapp .. num é por charme, é estratégia preu ter sossego
16. eu gosto mesmo doceis tudo
bjim

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- mais uma metáfora possível para se entender um tiquim da vida:
1. 05h40 da matina, entro no bus pra viajar. num óio direito e sento no lugar errado. é meu lugar. cara braba. peço desculpas e me reorganizo. tá certim, uai!
encosto uma vírgula do braço no encosto do banco. levo um murro bem firme no mesmo momento. que menina braba. tirou o mínimo de mim de lá. doeu (e dói inté agora ..). num entendi. dia ruim?. pensei. fiz foi engolir.
sigo tensa a viagem toda. medo de invadir um espaço criado e defendido pelo outro. aquilo num era hora pra criar prosopopeia.
tô perdida. ela vai descer. é aqui o ponto final? pergunto, sem medir consequências. bufa, faz cara nervosa e com o zói de intolerância diz alto que num sabe e que precisa descer. arregalo as vista. todos oiam pra trás. ela fica lá na frente por alguns minutos esperando para sair. quis nem ver.
óio pra janela ao lado e fico plantando motivo pra tentar entender o que foi aquilo tudo. deixei quieto. pra mim foi tudo. lagrimei.
2. 7h30. segundo bus. sentada. preciso de alguém com celular muderno. santa confusão. por que eu num tenho esse trem de whatsapp?. lembrei. viro pro lado. cutuco. explico as necessidade. peço emprestado um telefone. recebo sorriso. tento ligar. num consigo. mensagem. num deu. cê mora aqui?. risada. pronde cê vai?. sorrisos. que que cê vai fazer? !!muito boa sorte!! levantou. me deu um abraço apertado. sorri lá dentro. é .eu acho que entendi aquilo tudo. e pra mim foi tudo. abracei.
me diga se num é metafora demais pra pouca vida? todo dia é um aprendizado .. e o mais importante é que mais uma vez o braço num machucou o abraço.
paz a todos, pois nada é sozinho, meus amigo.

zuba zuba zuba zuba zuba zuba ..

(cont. + trem feito por mim a partir maio/2015 ..... pra baixo, no facebook)

o que ocê disse

 ..
reproduziu orbita na barriga

zuba

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

2017



desde que me mudei nunca mais escrevi aqui
tô sentada na janela, oiando paisagens que avisam nutiça boa pro coração lembrando histórias, brincadeiras, amizades e confusão
lembrando de esquecer do tempo
lembrando sensações que bizuntam a vida dum gosto de amor
amor que num precisa de enfeite
e que se afasta da gente
nessas nossa gula de invenção ..

é muito bonito estar aqui
foram todos embora .. decidi ficar mais um tempo.
vejo meus avós diferentes e os cachorro tão tudo morrendo de vi-isse.
no almoço, conversamos sobre o passado.
hoje foi dia de falar de cebola e fizemos uma linha do tempo dos cachorros que ja passaram por nossas vidas. foi engraçado porque quando terminamos pude perceber que quem começou com essa bagunça fui eu lá nos meus tempo de pança dura .. oiei pro lado e vi teteia, uma das respostas dos meus espigamento antigo.

vi o longe dando um jeito de virar perto
nada fica perdido nessa vida
é como se tudo precisasse se encontrar ..


ZUBA

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

tempo de inteiros


em tempos de inteiros
onde um é cem por cento
percebo que nós
é pronome de enfeite
nós
é aquilo que dá na garganta
e que a cabeça espanta
de num saber lidar

em tempos de inteiros
o rebolado tem lado
a risada tem hora
e o zói num chora
por ter que esperar

em tempos de inteiros
tudo termina em eu
e nada acontece em nós ..

ZUBA

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

dia tretoso

hoje voltei pra casa fritando nas ideias.
o que foi tudo isso?

compreendi tudo o que foi dito. fez todo sentido. havia ali uma terceira pessoa na relação, uma pessoa nova, que num conheço e que, portanto, seria prudente considerar, ali, a sua presença e suas implicações dado o contexto e a exposição a que tava me sujeitando. parece que eu num devia ter naturalizado tanto a situação, por mais que seja algo, àquela altura, natural pra mim.

sim, tornou-se natural. nas primeiras vezes ainda havia um estranhamento (eu-ele), mas a forma como ele lidava com aquilo fez com que eu entrasse no mesmo ritmo dele. eu cheguei a me estranhar porque realmente num me incomodava mais,. só ficava pensando que saco que deve ser ter de fazer isso tantas vezes no dia. eu num senti tanta vergonha e isso me surpreendeu muito. restou apenas o que havia de procedimento.
estendi esse meu olhar puramente procedimental pro terceiro elemento, que topou e que, ao topar, embarcamos juntos a partir dessa minha visão de que tava td ok (+ pratico pra ele e é apenas procedimental).

houve uma ingenuidade da minha parte? uma ausencia de senso crítico?
o que houve, ali?

ao mesmo tempo, quem tava presente, viu. a forma como a relação tava se dando num tava abrindo margem pra outro pensamento que nao o de um encontro mt legal. uma nova parceria que tava se formando. tanto é que enquanto fazíamos o procedimento, o terceiro elemento perguntava coisas práticas. ele realmente parecia querer entender como funcionava.
ao terminar, tudo continuou como era antes. o mesmo papo, a mesma afinidade. "parecia que tínhamos ido beber água", não houve mesmo nenhum estranhamento aparente.

eu voltei pra casa com crise de identidade.
parece que eu tenho um talento em nao me preocupar com o que os outros se preocupam.
parece que eu num acho tão fenomenal algo que as pessoas acham fenomenal.

eu realmente num vi problema no que aconteceu. e pode num ter tido problema nenhum mesmo.
mas talvez o maior problema tenha sido eu num me questionar em nenhum momento sobre isso.
eu naturalizei o que aconteceu ali. 
ESSE É O APRENDIZADO.

elA disse que eu precisava me questionar mais sobre as coisas que me sujeito, nao só nesse caso. eu num tenho que fazer tudo só por benevolência. eu posso dizer "nao', eu posso realmente num querer participar de algo assim. 

falou sobre um traço de minha personalidade. "generosidade", "impulso", "se doar muito". me lembrou muito daquela conversa que diz respeito a um corpo que está em formação. 

domingo, 9 de outubro de 2016

estado de poesia


"é belo vês o amor sem anestesia
doi de bom
arde de doce
queima
acalma
mata, cria
chega tem vez que a pessoa que enamora
se pega e chora do que ontem mesmo ria
chega tem hora que ri de dentro pra fora
num fica, nem vai embora
é o estado de poesia .."

bjim da zuba.