sábado, 3 de agosto de 2019

escravos de jó


foi maomeno assim ..

começano cos deixo dos meu acostumado
passado e enquadrado nas grade reta dum elevador
parado nos mai alto andar
das minha desilusão
onze grau de abalamento
nas escala richter do meu coração

mas aí baixano os dia
os encontro que a morte bagunça
me fez avisá que toda vida é curta
se nóis num dá um jeito de alongá as paixão

tava amufinada nos repentino
repetino todo dia
os meu tisco tisco indignado
revoltada cas volta
que num dá mai pra voltá
quando resolvi que se amô num é pa amá
que seja pelo menos pa promovê umas desgraça

danço escondido no trabai
e dô tchau po menino mai encapetado do serviço
que me promete os juízo todim que a vida braba roubou dele
sorrio e lembro
que se num fô pa sê desse jeito
dos oto também num é pa sê

que bonita é a vida, meu fi
quando nois lembra de viver ..

zuba

quarta-feira, 31 de julho de 2019

2019 de perdas


nois é bobo
tanto volume pra coisa sem portância
quando na realidade
tudo fica pequeno
com as coisa grande que a morte deixa no coração da gente

os imprevisto
faz a vida cheia de importância
enchendo de delicadeza
cada minuto abandonado no ar

nosso
aqui
só os encontro
o resto é tudo fi do tempo
perdido nalgum instante
todo chei de razão

vá em paz .. 

zuba





domingo, 28 de julho de 2019

mai sei o que num é - reinventando


poesia é quando a vida combina com qualqué coisa ..

ni mais um daqueles dia
um zói esprimido apertô meu coração
por detrás das grade
preso nas orde de seus malarrumado 

falo que é assim:
nos durante do amô
escrevo poco porque falo mais

e nos acabado
engulo qualqué coisinha que dê pa rimá

mai um mistério divertido de mim
hoje inté na missa fui
e quando tocô francisco
chorei fundo oiano meu oiá

oiano nos pausado do espei
todo os movimento torto de minha juventude
mai um jeito bunitim da vida
de me dizê que grande é o tempo
que faz nois pequeno nas ocasião de qualqué lamento

os dia me faz pensar
que eu num sei memo o que é o amor
mai eu te digo
que eu sei exatamente o que ele num é

me fazeno crer
que num saber
às vezes é a maior certeza que nois precisa ...

zuba

sexta-feira, 24 de maio de 2019

sound system



pouca gente sabe, mai eu há um tempo venho dibuiando niriba duma pesquisa sobre a cultura reggae sound system.

a ideia é abordar essa cultura como uma estratégia possível de autoestima e de fortalecimento de jovens que vivem nas periferias de sampa city.

num foi lá dos camim mai fácil decidir desenvolver esse rolê .. isso porque num foi assim que eu conheci o sistema de som. o afeto me levou a pesquisa, e não o contrário.

e é por ter afeto e por ter conhecido tanta gente boa nessa caminhada, e sobretudo por entender que o reggae é transversal, ultrapassando os limites da música, que tenho muito respeito por essa cultura que me faz aprender tanto sobre as coisa do mundo.

minha formação tem sido voltada para o cuidado e o cuidado, esse trem tão grande, tá sempre em relação ao que há de mais frágil em algo ou em alguém. a gente só cuida porque há um descuido. é as coerência das palavra revelano nossos descombino enquanto ser social.

no caso da população das periferias, a fragilidade é memo plantada. num tem jeito .. faz parte de uma proposta muito maior que inviabiliza modos de existir.

a gente esconde o mundo do próprio mundo e o sistema de som desafia esse projeto toda vez que amplifica mensagens em territórios que querem calados.

tem muita coisa aconteceno ..
e pra num ficar falando sozinha, tenho proseado com seletoras e seletores que confirmam o que me zói distante, mai sensível, dalgum jeito conseguiu capturar.

cada conversa me emociona dum jeito diferente
e me faz perceber que o sistema de som
no topo de sua engenhoca doida
é uma máquina de fazer gente ..

zuba


domingo, 28 de abril de 2019

depois de um tempo .. chorei


tem musica que devolve ..

oiano um céu que leva nois prum tanto de nome, chorei umas lágrima antiga que foro achada nalgum acorde mole dendo meu coração.
tenho sido dura como qualquer trem que bate e devolve.
dura como tudo aquilo que nunca se encontra ..
dura como nunca me achei de sê.
dura como sintoma de coisa grande demais ..

sentino as lágrima quente produzida nos dento de mim 
e aquecida dalgum trem que num era nada mai do que eu mema, ri por conseguir chorar.

um momento de liberdade.
definição simples que escorre e marca o rosto
fia duma verdade esquecida ..

coloco a mão no peito
acredito 
e sinto os orgão tudo funcionano numa emoção unica
o corpo vivo apesar da vida ..

zuba

sexta-feira, 5 de abril de 2019

querendo voltar ..


ontem fui dormir cumas esquisitice ..
já nos escuro duplicado da noite, comecei a passiá de zói fechado pelos camim dumas lembrança menina.
no começo, parecia mai com uma invocança que num ia levá pa lugá nenhum .. depois, vi que o corpo da gente sempre arruma jeito de dá novidade pa nóis.

isso porque me surpreendi ca qualidade duns zói que eu tenho parado nalgum lugá do meu cérebro.

eu lembrava de cada centímetro de lá ..
nas minha vista vinha o tamanho de tudo. 
é como se dende mim existisse uma régua perfeita e que calculasse dum jeito mui correto todas as matemática que já errei nessa vida.

lembrava com precisão dos detaie duma natureza que era quintal, ou dum quintal que era natureza das minha natureza.

vivi de novo a sensação de brincar na sombra duma árvore grande que tinha as raiz mei soltada pa fora e que operava seno as parede da minha casa de mentirinha.
dum lado, a cozinha; do oto, meu quarto. tudo muito dividido que era pa num tê pobrema de coerência.

e deitava na minha cama, virava de lado, fechava o zói numa confiança de quem vê amizade, e ouvia pa sempre o barui do vento balançano tu que era árvore que tinha em volta ..

esse deve de sê o oto nome que nois dá pa sodade.

zuba

sábado, 16 de março de 2019

às vez, só que é muitas vez que acontece


todo dia me dô um tempo .. lilia tem tocado nas minha zoreia inté quando durmo, me avisano que no fim das conta eu tô é aconteceno.

ontem eu tava ni marruma atividade e fomo atropelado por betina falano que tem pa lá de mião na conta dela. 
jovem, loira, branca e rica, toda trabaiada nos miliquinhento que virô miaral.
oiei pa frente e vi um adolescente em liberdade assistida fazeno colagem com imagens de favela.

mai cedo nói tava proseano sobre o tanto de coisa que ele já tinha deixado de fazê porque os oto embaçava na dele.
ele disse que issé trem que acontecia às vez, só que era muitas vez que acontecia.

só que era muitas vez que acontecia ..

rimo das brincadêra que a frase fez e depois sorrimo porque a bichinha juntô nói dois num só entendimento. 
ficamo sintonizado nessa verdade que é fia da realidade, pruduto de abismo, falta de carim das mão do mundo.

tudo coube naquelas palavra ..

zuba