domingo, 22 de fevereiro de 2026

um sorvete

tem vez que eu só consigo dormir depois de descobrir palavra .. 

num há meia quarta feira que resolva os inteiro de uma vida toda danada. 


hoje, antes de ir trabaiar, fui tomar sorvete.

num era nem porque eu queria

na verdade, eu nem ia 

mas foi por pura precisão.


dependendo da altura do ciclo

eu chamo isso é de fogo no orobó

mas hoje vamo apelidar apenas 

de desejo de movimentar uns camim.


(fica mai bonito

pa mais prestoso

e no fim oce inda

acha que eu to fazendo poesia)


mas e então 

cos sorvete comprado 

entramo na viela 

brincamo cos encaixe inesperado do corpo 

e nos demoramo ali, 

sentados, 

vendo segundos de cada história subir e descer. 


e era cos óio bem atento

mas também cabeno sorriso nas avenida do rosto 

que sempre faz cruzamento 

com os deslize das emoção.  


e em mei a causos

reflexões, planos, relógios 

e uma moça muito das afinada que cantava um louvor nalgum banheiro 

desconfio que cheguei perto de umas conclusão 

ainda que tão longe de algumas resposta .. 


mas eu

que num sô lá muito das buscadora

de entender a fundo qualquer questão 

e num tenho medo

de distanteza 

no fim sempre me contento em sentir 

que, até aqui, nunca que bandonei meu coração. 


é como se nele coubesse 

todas as minha solução. 


e como quem faz música

com os compasso esperto do tempo

percebi que enquanto os minuto andar

as água encontrar saída 

e as estrela num desistir do céu 

há as chance dos ainda. 


no fundo,

acho que eu gosto memo de continuar

porque tudo isso combina

é com as geografia da vida 

que faz dum simples sorvete

camim pos novos dias.


ZUBA

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